Serena
A Lua brilha quase morta
Um fio branco e pálido
Que pouco aparece
Entre as nuvenzinhas
A vagar
Uma andarilha segue
Em seu vestido branco de setim
Arrastando suave sobre o pó
Daquelas poucas pessoas
Que beijaram seu límpido manto
Linda
Ela vaga sem se preocupar
Com o Tempo que caminha ao seu lado
Um companheiro silencioso
Com o qual gosta de dançar
Faceira
A poetisa lança versos
Que ouvido algum deve ouvir
Antes que o tempo diga sim
E cantarola, com um sorriso feliz
Bela
Com seu vestido ao vento
Contempla a terra seca
Onde seus passos ficam marcados
Uma marca suave
Que não se vê
E com seu toque frio
Chama-nos a parar
Fechar os olhos e seguir
Ao seu lado num caminho de fim...
Poema dedicado à irmã do Descanso
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
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