"Filho de família nobre, o rapaz de coração poético era impedido de viver sua poesia. Vivia preso entre as obrigações de seu sangue nobre e os desalentos de uma vida que não queria. Com persistência conseguiu convenser o pai, um senhor rígido e dono de muitas terras, a permitir que viajasse para conhecer outras terras e reinos. Sob a desculpa de querer expandir os negócios da família, o jovem iniciou a busca por seus sonhos. E quando digo sonhos, não me refiro aos seus anseios, vontades ou desejos, falo de forma literal, pois a Noite havia lhe enviado um chamado pelas mãos de seu filho Sonho. O jovem inicia sua jornada às cegas, pelas terras de seu mundo vivo, procurando conhecer as Artes, sem saber que a Noite o conduzia de acordo com os seus próprios propósitos. Assim o jovem nobre transforma-se no Poeta.
Muitas foram as terras, os reinos, os povos visitados pelo jovem nobre. A cada lugar alcançado, a poesia em seu peito crescia, e junto a esta, a ânsia de chegar a um lugar que não conseguia encontrar. Continuou seguindo sem parar até que a Noite resolveu levá-lo a sua presença. Enviou-lhe um dos seu filhos, para que o conduzisse até um dos caminhos não caminhos do Limbo. Deixado diante de uma das estradas do Limbo, o jovem nobre inicou sua caminhada. Sobre os dias que ele percorreu os caminhos do Limbo, nada se sabe, pois dizem os antigos que quem segue pelo Limbo, jamais revela o que lhe acontece.
No fim de sua caminhada, o jovem chegou no Entre-Mundos. Diante do trono da Noite, foi colocado frente a frente com a Loucura, por uma brincadeira do Amor. Ali tornou-se o Poeta, declamando o primeiro poema em liberdade. Deste poema foram criadas as Terras de Arsória, que foram entregues a ele para que fossem seu reino. Porém a Noite obrigou-o a realizar uma nova caminhada, desta vez pelas terras de Arsória, à procura de sua obra. Foi durante esta busca que a Criação de Arsória foi concluída. "
I Pergaminho, "Templo dos Mistérios não Secretos", Arsória.
domingo, 4 de novembro de 2007
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