sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Palavras Entre Mundos

Lá entre os mundos,
Onde tudo é possível,
Sopram ventos imaginários
Sobre restos caóticos não utilizados.

Lá entre os mundos,
Onde a Noite reina sobre seu mundo inesistente,
Minha mente vagueia,
Flutua,
Livre como uma criatura incriada.

Lá entre os mundos cheguei,
Seguindo os sussurros noturnos que só eu pudia ouvir,
Andando pelas névoas oníricas dos meus sonhos,
Descançando sobre as nuvens encantadas de minhas fantasias,
Ousando alimentar-me das brumas místicas de uma magia não minha.
E sob a neblina mórbida de minha própria morte, durmi.

Lá entre os mundos
Encontrei a Noite
Sentada em seu trono a tecer.
Como um bardo,
Um enamorado a cortejar
Libertei minhas palavras entregando-as ao Vazio.
E frente a frente com a Loucura,
Escrevi o meu poema.

A primeira palavra,
Lancei sobre minhas esperanças vazias,
E as vi cair sobre os restos não usados por nenhum artista.

Minha primeira palavra,
Caiu sobre os entulhos de uma obra terminada,
Onde germinou como semente:
Cresceu e floriu!

Minha primeira palavra vingou,
E a ela muitas outras palavras seguiram,
Como peças a se encaichar.

Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Fiz nascer estas terras que chamo minhas...

Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude criar do meu ego um mundo meu, só meu,
Onde pudesse enfim reinar como senhor pelo menos uma vez...

Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude renascer...


Poema creditado ao Príncipe Poeta, fundador da Dinastia Real de Arsória,

Mausóleu da Família Real, Arsória.

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