sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Andarilho

Apesar de caminhar no Vale Sombrio da Morte
O canto suave de ninar,
Ainda o ouço soar
Entre as sombras densas
Bruma negra
Que impedem meu caminhar

Mesmo seguindo calado
Num silencio só meu
Ainda posso gritar
Um grito silencioso
E ver como miragem
A Luz eterna de teu sorriso
Por de trás das lágrimas ofuscantes

Ainda que eu beba da Fonte do Esquecimento
Ei de lembrar de minha morada
Onde só havia àgua
E o som de teu coração
Lembrar dos teus braços apertados
Dos teus beijos a mim dados
Por um amor sem igual

Apesar de seguir pelo Vale Sombrio da Morte
E cair de joelhos
Ante aquele que se chama Desespero
Me afogar nas lagrimas duras que saem de meu peito
De errar como ser que erra
Falha e segue sem rumo
Ei de me lembrar do teu calor

Apesar de caminhar pelo Vale Sombrio da Morte
Não sigo desprovido, sozinho...

Nenhum comentário: