Serena
A Lua brilha quase morta
Um fio branco e pálido
Que pouco aparece
Entre as nuvenzinhas
A vagar
Uma andarilha segue
Em seu vestido branco de setim
Arrastando suave sobre o pó
Daquelas poucas pessoas
Que beijaram seu límpido manto
Linda
Ela vaga sem se preocupar
Com o Tempo que caminha ao seu lado
Um companheiro silencioso
Com o qual gosta de dançar
Faceira
A poetisa lança versos
Que ouvido algum deve ouvir
Antes que o tempo diga sim
E cantarola, com um sorriso feliz
Bela
Com seu vestido ao vento
Contempla a terra seca
Onde seus passos ficam marcados
Uma marca suave
Que não se vê
E com seu toque frio
Chama-nos a parar
Fechar os olhos e seguir
Ao seu lado num caminho de fim...
Poema dedicado à irmã do Descanso
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
domingo, 4 de novembro de 2007
Mitologia Arsóri: Sobre o Príncipe Poeta
"Filho de família nobre, o rapaz de coração poético era impedido de viver sua poesia. Vivia preso entre as obrigações de seu sangue nobre e os desalentos de uma vida que não queria. Com persistência conseguiu convenser o pai, um senhor rígido e dono de muitas terras, a permitir que viajasse para conhecer outras terras e reinos. Sob a desculpa de querer expandir os negócios da família, o jovem iniciou a busca por seus sonhos. E quando digo sonhos, não me refiro aos seus anseios, vontades ou desejos, falo de forma literal, pois a Noite havia lhe enviado um chamado pelas mãos de seu filho Sonho. O jovem inicia sua jornada às cegas, pelas terras de seu mundo vivo, procurando conhecer as Artes, sem saber que a Noite o conduzia de acordo com os seus próprios propósitos. Assim o jovem nobre transforma-se no Poeta.
Muitas foram as terras, os reinos, os povos visitados pelo jovem nobre. A cada lugar alcançado, a poesia em seu peito crescia, e junto a esta, a ânsia de chegar a um lugar que não conseguia encontrar. Continuou seguindo sem parar até que a Noite resolveu levá-lo a sua presença. Enviou-lhe um dos seu filhos, para que o conduzisse até um dos caminhos não caminhos do Limbo. Deixado diante de uma das estradas do Limbo, o jovem nobre inicou sua caminhada. Sobre os dias que ele percorreu os caminhos do Limbo, nada se sabe, pois dizem os antigos que quem segue pelo Limbo, jamais revela o que lhe acontece.
No fim de sua caminhada, o jovem chegou no Entre-Mundos. Diante do trono da Noite, foi colocado frente a frente com a Loucura, por uma brincadeira do Amor. Ali tornou-se o Poeta, declamando o primeiro poema em liberdade. Deste poema foram criadas as Terras de Arsória, que foram entregues a ele para que fossem seu reino. Porém a Noite obrigou-o a realizar uma nova caminhada, desta vez pelas terras de Arsória, à procura de sua obra. Foi durante esta busca que a Criação de Arsória foi concluída. "
I Pergaminho, "Templo dos Mistérios não Secretos", Arsória.
Muitas foram as terras, os reinos, os povos visitados pelo jovem nobre. A cada lugar alcançado, a poesia em seu peito crescia, e junto a esta, a ânsia de chegar a um lugar que não conseguia encontrar. Continuou seguindo sem parar até que a Noite resolveu levá-lo a sua presença. Enviou-lhe um dos seu filhos, para que o conduzisse até um dos caminhos não caminhos do Limbo. Deixado diante de uma das estradas do Limbo, o jovem nobre inicou sua caminhada. Sobre os dias que ele percorreu os caminhos do Limbo, nada se sabe, pois dizem os antigos que quem segue pelo Limbo, jamais revela o que lhe acontece.
No fim de sua caminhada, o jovem chegou no Entre-Mundos. Diante do trono da Noite, foi colocado frente a frente com a Loucura, por uma brincadeira do Amor. Ali tornou-se o Poeta, declamando o primeiro poema em liberdade. Deste poema foram criadas as Terras de Arsória, que foram entregues a ele para que fossem seu reino. Porém a Noite obrigou-o a realizar uma nova caminhada, desta vez pelas terras de Arsória, à procura de sua obra. Foi durante esta busca que a Criação de Arsória foi concluída. "
I Pergaminho, "Templo dos Mistérios não Secretos", Arsória.
A Mitologia Arsóri, a Primeira Era e o Reinado do Príncipe Poeta
Todos os mitos escritos até aqui, estão gravados nas paredes do "Templo dos Mistérios não Secretos". Eles falam sobre a Criação do Universo, desde o surgimento do Caos até a criação de Arsória pelo Príncipe Poeta diante do trono da Noite.
A Mitologia Arsóri inicia-se com as inscrições referentes a Criação das terras arsorianas. Toda Mitologia Arsóri encontra-se nos pergaminhos guardados no "Templo dos Mistérios não Secretos", assim como toda a história das Terras de Arsória.
A História de Arsória é dividida em Eras, correspondentes ao período de reinado de cada um dos membros da Dinastia Real Arsóri.
A Mitologia Arsóri compreende aos acontecimentos da Primeira Era, o período de reinado do Príncipe Poeta e as histórias vividas por este nas recém criadas Terras de Arsória. Nela esta contida os feitos que complementaram a Criação iniciada diante do trono da Noite.
A Mitologia Arsóri inicia-se com as inscrições referentes a Criação das terras arsorianas. Toda Mitologia Arsóri encontra-se nos pergaminhos guardados no "Templo dos Mistérios não Secretos", assim como toda a história das Terras de Arsória.
A História de Arsória é dividida em Eras, correspondentes ao período de reinado de cada um dos membros da Dinastia Real Arsóri.
A Mitologia Arsóri compreende aos acontecimentos da Primeira Era, o período de reinado do Príncipe Poeta e as histórias vividas por este nas recém criadas Terras de Arsória. Nela esta contida os feitos que complementaram a Criação iniciada diante do trono da Noite.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Mitos sobre a Criação: Arsória
"Estas terras são as palavras do Criador, é o que dizem os antigos. Palavras de um Poeta destemido que venceu os desafios da Noite em busca de Entre-Mundos.
Dizem os antigos, que diante do trono da Noite, enquanto esta tecia os caminhos não caminhos do Limbo, o Criador lançou suas palavras em direção ao Vazio, na esperança que este as levasse onde pudessem florir.
Dizem os antigos que diante da Noite, o Criador teceu com palavras redes invísiveis atadas aos caminhos tecidos por Esta. Pintou com palavras frias, paisagens imaginárias dentro de sua mente vazia.
Por uma peça pregada pelo Amor, o gênio Criador ficou frente a frente com a Loucura. Em duo teceram uma linha estreita entre eles, onde as palavras lançadas ao Vazio cairam e germinaram num poema pequeno e vivo. Achando graça, a Noite riu, e entregou ao Poeta aquela obra, que com carinho chamou Arsória."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
Dizem os antigos, que diante do trono da Noite, enquanto esta tecia os caminhos não caminhos do Limbo, o Criador lançou suas palavras em direção ao Vazio, na esperança que este as levasse onde pudessem florir.
Dizem os antigos que diante da Noite, o Criador teceu com palavras redes invísiveis atadas aos caminhos tecidos por Esta. Pintou com palavras frias, paisagens imaginárias dentro de sua mente vazia.
Por uma peça pregada pelo Amor, o gênio Criador ficou frente a frente com a Loucura. Em duo teceram uma linha estreita entre eles, onde as palavras lançadas ao Vazio cairam e germinaram num poema pequeno e vivo. Achando graça, a Noite riu, e entregou ao Poeta aquela obra, que com carinho chamou Arsória."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
Palavras Entre Mundos
Lá entre os mundos,
Onde tudo é possível,
Sopram ventos imaginários
Sobre restos caóticos não utilizados.
Lá entre os mundos,
Onde a Noite reina sobre seu mundo inesistente,
Minha mente vagueia,
Flutua,
Livre como uma criatura incriada.
Lá entre os mundos cheguei,
Seguindo os sussurros noturnos que só eu pudia ouvir,
Andando pelas névoas oníricas dos meus sonhos,
Descançando sobre as nuvens encantadas de minhas fantasias,
Ousando alimentar-me das brumas místicas de uma magia não minha.
E sob a neblina mórbida de minha própria morte, durmi.
Lá entre os mundos
Encontrei a Noite
Sentada em seu trono a tecer.
Como um bardo,
Um enamorado a cortejar
Libertei minhas palavras entregando-as ao Vazio.
E frente a frente com a Loucura,
Escrevi o meu poema.
A primeira palavra,
Lancei sobre minhas esperanças vazias,
E as vi cair sobre os restos não usados por nenhum artista.
Minha primeira palavra,
Caiu sobre os entulhos de uma obra terminada,
Onde germinou como semente:
Cresceu e floriu!
Minha primeira palavra vingou,
E a ela muitas outras palavras seguiram,
Como peças a se encaichar.
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Fiz nascer estas terras que chamo minhas...
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude criar do meu ego um mundo meu, só meu,
Onde pudesse enfim reinar como senhor pelo menos uma vez...
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude renascer...
Poema creditado ao Príncipe Poeta, fundador da Dinastia Real de Arsória,
Mausóleu da Família Real, Arsória.
Onde tudo é possível,
Sopram ventos imaginários
Sobre restos caóticos não utilizados.
Lá entre os mundos,
Onde a Noite reina sobre seu mundo inesistente,
Minha mente vagueia,
Flutua,
Livre como uma criatura incriada.
Lá entre os mundos cheguei,
Seguindo os sussurros noturnos que só eu pudia ouvir,
Andando pelas névoas oníricas dos meus sonhos,
Descançando sobre as nuvens encantadas de minhas fantasias,
Ousando alimentar-me das brumas místicas de uma magia não minha.
E sob a neblina mórbida de minha própria morte, durmi.
Lá entre os mundos
Encontrei a Noite
Sentada em seu trono a tecer.
Como um bardo,
Um enamorado a cortejar
Libertei minhas palavras entregando-as ao Vazio.
E frente a frente com a Loucura,
Escrevi o meu poema.
A primeira palavra,
Lancei sobre minhas esperanças vazias,
E as vi cair sobre os restos não usados por nenhum artista.
Minha primeira palavra,
Caiu sobre os entulhos de uma obra terminada,
Onde germinou como semente:
Cresceu e floriu!
Minha primeira palavra vingou,
E a ela muitas outras palavras seguiram,
Como peças a se encaichar.
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Fiz nascer estas terras que chamo minhas...
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude criar do meu ego um mundo meu, só meu,
Onde pudesse enfim reinar como senhor pelo menos uma vez...
Inspirado pela Noite,
De um poema dedicado às sombras de minha própria alma,
Pude renascer...
Poema creditado ao Príncipe Poeta, fundador da Dinastia Real de Arsória,
Mausóleu da Família Real, Arsória.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Mitos sobre a Criação: o Entre-Mundos
"A Criação foi gerada da essência pura do Cosmo, filho único da Inexistência e do Nada, o Primeiro.
O Universo foi criado da pura essência do Cosmo, filho último do Caos e sua negativa.
No Universo está escondida a essência da Noite, filha da condição do Caos e sua herdeira.
Estas são verdades - mesmo que a Verdade afirme ser relativa - que ninguém ousa contestar.
Tudo que há foi criado da pura essência do Caos, sua própria natureza.
O Caos gerou de si filhos e filhas, criados de sua essência, sua natureza, a matéria-prima de um artista. O Cosmo gerou de si filhos e filhas, criados de sua essência, sua natureza, a matéria-prima da qual fora feito. Desta mesma matéria-prima geraram as crias do Caos suas próprias crias. Desta mesma matéria-prima, foi feita a Criação.
Toda obra deixa vestígios, restos não usados pelo artesão. Estes retos, esta matéria-prima não usada, a própria essência do Caos, pela Noite foi herdada. Com essa essência, fez a Noite a obra que chamou Limbo, os caminhos que não são caminhos. E foi a este monte de entulho, de resto, de matéria-prima não usada, que a Noite se dirigiu quando abandonou a corte do seu irmão Cosmo.
A Noite, rainha da Escuridão, formou sua própria corte, uma corte dispersa, sombria e caótica. Sentou-se num trono sobre seu monte de entulho a tecer e tecer, as teias disformes de seus caminhos nãos caminhos, o Limbo. E ali, quis construir seu reino, num lugar que não era nada.
O Cosmo, o único senhor do Universo, criou os mundos, deu-lhes formas e funções bem definidas dentro da Ordem de seus planos. Iniciou e finalizou sua criação. Os restos, a matéria-prima não usada, deixou largada na não existência entre seus mundos criados. E entre o mundos, ficaram os entulhos, os restos não usados pelo Cosmo em sua criação.
Neste entulho, estes restos não usado que ficaram entre os mundos, a Noite sentou-se em um trono onde tecia sem parar os caminhos não caminhos, como pontes entre mundos proíbidos. E foi entre os mundos que a Noite ergueu seu reino, no meio de um monte de matéria-prima não usada.
Ente os mundos, lá onde a Existência não vai, onde o Cosmo não ousa pisar, fica a matéria-prima não usada por qualquer artesão. Lá entre os mundos, onde a Vida só chega através de seus olhos que espiam, onde as crias da Noite brincam, ficam os restos não usados na Criação, esperando por um artista que as venham usar. Lá entre os mundos, começam e terminam os caminhos do Limbo. É ele, o Entre-Mundos, que todos os que ouvem o chamado da Noite devem procurar..."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
O Universo foi criado da pura essência do Cosmo, filho último do Caos e sua negativa.
No Universo está escondida a essência da Noite, filha da condição do Caos e sua herdeira.
Estas são verdades - mesmo que a Verdade afirme ser relativa - que ninguém ousa contestar.
Tudo que há foi criado da pura essência do Caos, sua própria natureza.
O Caos gerou de si filhos e filhas, criados de sua essência, sua natureza, a matéria-prima de um artista. O Cosmo gerou de si filhos e filhas, criados de sua essência, sua natureza, a matéria-prima da qual fora feito. Desta mesma matéria-prima geraram as crias do Caos suas próprias crias. Desta mesma matéria-prima, foi feita a Criação.
Toda obra deixa vestígios, restos não usados pelo artesão. Estes retos, esta matéria-prima não usada, a própria essência do Caos, pela Noite foi herdada. Com essa essência, fez a Noite a obra que chamou Limbo, os caminhos que não são caminhos. E foi a este monte de entulho, de resto, de matéria-prima não usada, que a Noite se dirigiu quando abandonou a corte do seu irmão Cosmo.
A Noite, rainha da Escuridão, formou sua própria corte, uma corte dispersa, sombria e caótica. Sentou-se num trono sobre seu monte de entulho a tecer e tecer, as teias disformes de seus caminhos nãos caminhos, o Limbo. E ali, quis construir seu reino, num lugar que não era nada.
O Cosmo, o único senhor do Universo, criou os mundos, deu-lhes formas e funções bem definidas dentro da Ordem de seus planos. Iniciou e finalizou sua criação. Os restos, a matéria-prima não usada, deixou largada na não existência entre seus mundos criados. E entre o mundos, ficaram os entulhos, os restos não usados pelo Cosmo em sua criação.
Neste entulho, estes restos não usado que ficaram entre os mundos, a Noite sentou-se em um trono onde tecia sem parar os caminhos não caminhos, como pontes entre mundos proíbidos. E foi entre os mundos que a Noite ergueu seu reino, no meio de um monte de matéria-prima não usada.
Ente os mundos, lá onde a Existência não vai, onde o Cosmo não ousa pisar, fica a matéria-prima não usada por qualquer artesão. Lá entre os mundos, onde a Vida só chega através de seus olhos que espiam, onde as crias da Noite brincam, ficam os restos não usados na Criação, esperando por um artista que as venham usar. Lá entre os mundos, começam e terminam os caminhos do Limbo. É ele, o Entre-Mundos, que todos os que ouvem o chamado da Noite devem procurar..."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Mitos sobre a Criação: O Limbo
"Dizem, as vozes que ousam falar, que durante as Eras em que a Noite não foi vista, os mundos permaneceram estagnados. O Universo não se movia, pois Cosmo assim havia determinado. Muitos mundos tornaram-se ocultos, relegados às sombras escuras da incerteza. Ousam dizer algumas vozes dissonantes, que a Existência parou.
A Noite, como uma tecelã, uma pintora, uma poeta, colheu as névoas oníricas do Sonho, as nuvens encantadas da Fantasia, as brumas místicas da Magia e a neblina mórbida da Morte. Uniu, de uma forma que só a Mãe da Magia seria capaz, todos esses elementos às sombras negras de sua própria essência e aos restos não usados da matéria prima da qual o Caos e o Cosmo usaram para efetuar a Criação. Teceu teias invisíveis por todo Universo, caminhos fantasmagóricos para interligar sem ligar todos os mundos.
Estes caminhos, a Noite fechou para qualquer filho ou filha do Cosmo que estivesse inteiramente comprometido com a obra de seu pai. Ao memso tempo abriu para todos os que filhos e filhas de seu irmão, que estivessem mais próximos de não resistir aos encantos da Noite e da herança que lhe foi deixada pelo Caos.
Engenhosa, Noite foi mais além. Permitiu aos Mortais, as criaturas mais queridas pelo Cosmo - pois via nelas sua própria imagem refletida na semelhança que havia entre esta pequena obra e a sua grande obra-, encontrar estes caminhos invisíveis e ter assim contato com seu filhos e filhas noturnos. Assim, a chamada Humanidade teve contato com as crias da Noite e com elas aprenderam os segredos e as capacidades que o Cosmo lhes havia negado.
Estes caminhos Ela abriu aos sonhadores, aos que devaneiam, aos loucos, aos desesperados, aos artistas, às crianças, aos morimbundos, aos sábios, aos autistas, aos místicos, aos iludidos, aos velhos, aos dementes, aos gênios, aos desiludidos, aos perdidos, aos que morreram de morte abrupta ou sofrida, aos suicidas... a todo aquele que morre e não percebe... a todo aquele que se recusa a morrer... a todo aquele que se recusa a nascer...
Dizem vozes ressoantes, sons misteriosos que vagam sem rumo, que durante as Eras em que esteve ausente da corte do Cosmo, a Noite teceu sua última obra: o Limbo."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
A Noite, como uma tecelã, uma pintora, uma poeta, colheu as névoas oníricas do Sonho, as nuvens encantadas da Fantasia, as brumas místicas da Magia e a neblina mórbida da Morte. Uniu, de uma forma que só a Mãe da Magia seria capaz, todos esses elementos às sombras negras de sua própria essência e aos restos não usados da matéria prima da qual o Caos e o Cosmo usaram para efetuar a Criação. Teceu teias invisíveis por todo Universo, caminhos fantasmagóricos para interligar sem ligar todos os mundos.
Estes caminhos, a Noite fechou para qualquer filho ou filha do Cosmo que estivesse inteiramente comprometido com a obra de seu pai. Ao memso tempo abriu para todos os que filhos e filhas de seu irmão, que estivessem mais próximos de não resistir aos encantos da Noite e da herança que lhe foi deixada pelo Caos.
Engenhosa, Noite foi mais além. Permitiu aos Mortais, as criaturas mais queridas pelo Cosmo - pois via nelas sua própria imagem refletida na semelhança que havia entre esta pequena obra e a sua grande obra-, encontrar estes caminhos invisíveis e ter assim contato com seu filhos e filhas noturnos. Assim, a chamada Humanidade teve contato com as crias da Noite e com elas aprenderam os segredos e as capacidades que o Cosmo lhes havia negado.
Estes caminhos Ela abriu aos sonhadores, aos que devaneiam, aos loucos, aos desesperados, aos artistas, às crianças, aos morimbundos, aos sábios, aos autistas, aos místicos, aos iludidos, aos velhos, aos dementes, aos gênios, aos desiludidos, aos perdidos, aos que morreram de morte abrupta ou sofrida, aos suicidas... a todo aquele que morre e não percebe... a todo aquele que se recusa a morrer... a todo aquele que se recusa a nascer...
Dizem vozes ressoantes, sons misteriosos que vagam sem rumo, que durante as Eras em que esteve ausente da corte do Cosmo, a Noite teceu sua última obra: o Limbo."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Mito sobre a Criação: os Mundos
"Cosmo e sua corte, ordenaram a Criação. Cada um dos filhos e filhas de Cosmo cuidou de uma parte do todo. Uns ficaram responsáveis por construir de acordo com a vontade da Ordem. Outros puseram-se a dar forma ao que o Caos havia gerado. A cada movimento ordenado dos filhos e filhas de Cosmo, a Existência ocupava seu lugar na Criação como soberana.
Noite, a irmã herdeira da condição do Caos, seguiu de perto cada passo de Cosmo e seus filhos, como uma consultora sombria, sinistra e perversa. A cada movimento de Cosmo, Noite sugeria um anti-movimento, tão perfeito e harmonioso, que parecia completar os planos de seu irmão. Desta forma, a irmã sombria garantiu a coesistência velada dos filhos e filhas do Caos entre os filhos do Cosmo.
No ato máximo de sua Criação, Cosmo criou o Mundo dos Vivos, onde a Vida podia correr livre. Espaço cuidou de fazer com que este mundo ficasse a gosto de sua irmã. Dividiu-o entre Céu, Terra e Mar, e com carinho entregou-o à Vida. Agradecida, esta gerou os seres para que habitassem cada parte do mundo que lhe foi dado. Conjuntamente, Espaço e Vida trouxeram Natureza, para que esta governasse sobre o mundo criado, assistida pela Lei, Harmonia e Equilíbrio.
Noite, querendo participar deste feito, convenceu a todos que a Ordem só existiria se mantidos os limites impostos por Cosmo desde que passou a ordenar a Criação. Apresentou para Natureza a Decadência, que entre as Idades tornou-se a Velhice. Ao Ciclo lembrou que em si encontrava-se Fim. Para a Vida, que em liberdade corria, apresentou o Cansaço, e com a desculpa de se redimir, apresentou o Descanço e seus irmãos Sono e Morte.
Um detalhe fugiu aos planos de Cosmo, sendo a Morte negativa de sua filha Vida, sua presença no Mundo dos Vivos era inoportuna. Tentando manter a Ordem, Cosmo ordenou que se criasse o Mundo dos Mortos, para o qual a Morte guiaria os que segurassem suas mãos. E lá, como uma sombra, existiriam como um arremedo de Vida.
Prosseguindo com seu plano, Noite interviu, garantindo que o gêmeo da Morte, seu filho Sono, tivesse também um mundo no qual pudesse levar os que segurassem suas mãos, tal qual sua irmã. Neste, porém, Noite quis ditar as regras - ou a falta delas. Colocou-o entre seus domínios mais visíveis, e em seu governo pôs Sonho, um dos seus filhos, para que esse permitisse o arremedo de Vida que o Cosmo exigiria. Escondido entre os cantos sombrios do Mundo dos Sonhos, deixou Pesadelo, para que esse atormentasse os filhos de Cosmo. Mas para fazer a alegria dos seus próprios filhos e filhas, deixou que Fantasia corresse livre por aquele mundo. E tantos outros, lá se refugiam ou brincam.
Cosmo se viu preso em sua própria Criação, pois o Universo projetado para ser seu domínio, estava cercado pelas criações de sua irmã Noite. Tomou as rédeas da situação, e voltou a agir dentro de suas pretenções. Incumbiu a Lei de vigiar de perto o que era feito nos mundos e Coesão de garantir que Equilíbrio e Harmonia pudessem caminhar em todos eles. Limitou o Espaço a visitar pouco qualquer outro mundo que não fosse o de sua irmã Vida. Este por sua vez fez crescer e diversificar-se de tal forma que Existência pudesse ser encontrada vagando por caminhos longínquos. Sem conversar com sua irmã Noite, fechou as portas que haviam entre um mundo e outro. As chaves entregou para os donos destes, e mais ninguém poderia usá-las. Relegou aos domínios de suas irmã, os mundos que Ela havia criado em seus planos ditos sórdidos. Como sombras, estes mundo passaram a existir, e o Mundo dos Vivos voltou a ocupar sua posição como o mundo primeiro, "o Mundo entre todos os mundos". Para manter seu controle, Cosmo limitou as posibilidades no mundo de sua filha Vida, e consequentemente os outros que não pertenciam aos seus. Cosmo finalizou sua própria Criação, e outros mundos não puderam ser criados.
Noite não se abalou, limitou-se a chamar seus filhos e filhas e partir da corte de seu irmão. Porém, antes de se despedir, levou Infito para cuidar de seu filho Sonho e Eternidade para olhar por sua filha Morte. Como um mimo para sua sobrinha Vida, deixou de presente para Natureza e os seres que Ela governava, a companhia de sua filha Magia.
E foi assim que Cosmo e Noite, acessorados por Equilíbrio, Harmonia e Discórdia, criaram os mundos."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
Noite, a irmã herdeira da condição do Caos, seguiu de perto cada passo de Cosmo e seus filhos, como uma consultora sombria, sinistra e perversa. A cada movimento de Cosmo, Noite sugeria um anti-movimento, tão perfeito e harmonioso, que parecia completar os planos de seu irmão. Desta forma, a irmã sombria garantiu a coesistência velada dos filhos e filhas do Caos entre os filhos do Cosmo.
No ato máximo de sua Criação, Cosmo criou o Mundo dos Vivos, onde a Vida podia correr livre. Espaço cuidou de fazer com que este mundo ficasse a gosto de sua irmã. Dividiu-o entre Céu, Terra e Mar, e com carinho entregou-o à Vida. Agradecida, esta gerou os seres para que habitassem cada parte do mundo que lhe foi dado. Conjuntamente, Espaço e Vida trouxeram Natureza, para que esta governasse sobre o mundo criado, assistida pela Lei, Harmonia e Equilíbrio.
Noite, querendo participar deste feito, convenceu a todos que a Ordem só existiria se mantidos os limites impostos por Cosmo desde que passou a ordenar a Criação. Apresentou para Natureza a Decadência, que entre as Idades tornou-se a Velhice. Ao Ciclo lembrou que em si encontrava-se Fim. Para a Vida, que em liberdade corria, apresentou o Cansaço, e com a desculpa de se redimir, apresentou o Descanço e seus irmãos Sono e Morte.
Um detalhe fugiu aos planos de Cosmo, sendo a Morte negativa de sua filha Vida, sua presença no Mundo dos Vivos era inoportuna. Tentando manter a Ordem, Cosmo ordenou que se criasse o Mundo dos Mortos, para o qual a Morte guiaria os que segurassem suas mãos. E lá, como uma sombra, existiriam como um arremedo de Vida.
Prosseguindo com seu plano, Noite interviu, garantindo que o gêmeo da Morte, seu filho Sono, tivesse também um mundo no qual pudesse levar os que segurassem suas mãos, tal qual sua irmã. Neste, porém, Noite quis ditar as regras - ou a falta delas. Colocou-o entre seus domínios mais visíveis, e em seu governo pôs Sonho, um dos seus filhos, para que esse permitisse o arremedo de Vida que o Cosmo exigiria. Escondido entre os cantos sombrios do Mundo dos Sonhos, deixou Pesadelo, para que esse atormentasse os filhos de Cosmo. Mas para fazer a alegria dos seus próprios filhos e filhas, deixou que Fantasia corresse livre por aquele mundo. E tantos outros, lá se refugiam ou brincam.
Cosmo se viu preso em sua própria Criação, pois o Universo projetado para ser seu domínio, estava cercado pelas criações de sua irmã Noite. Tomou as rédeas da situação, e voltou a agir dentro de suas pretenções. Incumbiu a Lei de vigiar de perto o que era feito nos mundos e Coesão de garantir que Equilíbrio e Harmonia pudessem caminhar em todos eles. Limitou o Espaço a visitar pouco qualquer outro mundo que não fosse o de sua irmã Vida. Este por sua vez fez crescer e diversificar-se de tal forma que Existência pudesse ser encontrada vagando por caminhos longínquos. Sem conversar com sua irmã Noite, fechou as portas que haviam entre um mundo e outro. As chaves entregou para os donos destes, e mais ninguém poderia usá-las. Relegou aos domínios de suas irmã, os mundos que Ela havia criado em seus planos ditos sórdidos. Como sombras, estes mundo passaram a existir, e o Mundo dos Vivos voltou a ocupar sua posição como o mundo primeiro, "o Mundo entre todos os mundos". Para manter seu controle, Cosmo limitou as posibilidades no mundo de sua filha Vida, e consequentemente os outros que não pertenciam aos seus. Cosmo finalizou sua própria Criação, e outros mundos não puderam ser criados.
Noite não se abalou, limitou-se a chamar seus filhos e filhas e partir da corte de seu irmão. Porém, antes de se despedir, levou Infito para cuidar de seu filho Sonho e Eternidade para olhar por sua filha Morte. Como um mimo para sua sobrinha Vida, deixou de presente para Natureza e os seres que Ela governava, a companhia de sua filha Magia.
E foi assim que Cosmo e Noite, acessorados por Equilíbrio, Harmonia e Discórdia, criaram os mundos."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
Mito sobre a Criação: Do Caos à Ordem
"Tendo nascido por último, quis o Cosmo ser o primeiro. Como negativa de um pai-mãe auto-existente, quis agir como este, o pôs-se a gerar à sua imagem e semelhança. E do Cosmo surgiu, como manifestação de sua própria condição em oposição às crias do Caos, a Casa da Ordem. O Cosmo abriu caminho para o Tempo, o Espaço, o Ciclo, as Idades, a Lei, o Equilíbrio, a Harmonia, a Coesão - também chamado Amor, o Finito, a Vida, e tantos outros e outras cujos nomes encheriam listas quase intermináveis. De uma maneira sem igual, o Cosmo pôs-se a gerar e gerar, a moldar e moldar, e dar forma e ordem à disforme obra caótica de seu pai-mãe. Assim, erguendo-se como sucessor nato do Caos, ergueu-se o Cosmo, a Ordem, para reinar sobre a Criação. À sua obra chamou Universo.
Existência encheu-se de si, e assentou-se ao lado de seu irmão, pois em sua obra pode ver mais belo que nunca seu próprio reflexo. Como um irmão amável, Cosmo dedicou sua obra a sua irmã mais velha.
As filhas e filhos da essência do Caos, opuseram-se às pretenções de seu irmão mais moço, cobrando-lhe respeito aos que lhe eram iguais. Cosmo, certo de sua pretenções, não deu ouvidos aos do Caos, e como soberano nomeou os seus sua própria corte. O Tempo, o Ciclo e as Idades, puseram-se em oposiçao à Eternidade. O Finito e o Espaço, ao Infinito. A Lei tornou-se responsável pela Criação do Cosmo, para que Coesão, Harmonia e Equilíbrio pudessem exercer sua função. Foi assim que o Cosmo tomou conta da Criação, opondo os seus aos do Caos, numa batalha sem luta, da qual a Ordem saiu vitoriosa.
A Casa do Caos perdeu suas força e sem querer lutar deixou-se vagar como sombra pela Criação.
De sombras entendia a Noite, que permitiu ao seu irmão opor-se a Ela, fazendo entre os seus negativas Dela. Assim sutgiu a Luz e o Dia. Mas a Noite é traiçoeira, pois da sua natureza pouco deixa saber. Para manter o legado de seu pai-mãe, cuja condição deu origem à própria Escuridão, a Noite pôs-se a gerar. Deu de presente às Idades, a Decadência, que às vezes também brincava com o Ciclo. Ao Espaço, entregou o Vazio. Num só golpe deixou perdidas a Harmonia, a Coesão e o Equilíbrio, quando lhes apresentou a Discórdia. A Lei deixou perplexa com o Acaso, ao qual apelidou de Excessão. E como a concluir uma obra magnífica, ela gerou a Magia, para subverter os princípios do Cosmo.
Foi assim que nasceu a Morte e tantos outros que se dizem filhos e filhas da Noite. A esta corte deu-se o nome de Casa da Noite.
Irado, Cosmo não pode fazer nada, pois tanto quanto foi zombeteira, foi certeira sua irmã. A cada um dos seu gerados, a Noite contribui com seu toque sombrio, para que o Cosmo não pudesse reagir sem que o Universo perdesse a essência de seu Criador, negando-lhe sua condição.
Da Casa do Caos nasceu a Ordem, chamada Cosmo, e este reinou sobre toda a Criação junto de sua própria Casa. Os que partilham da essência do Caos seguem errantes, por este Universo criado. A manter uma herança quase perdida, esta a Noite e suas crias.
Estas são as palavras ditas sobre a Criação do Universo."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
Existência encheu-se de si, e assentou-se ao lado de seu irmão, pois em sua obra pode ver mais belo que nunca seu próprio reflexo. Como um irmão amável, Cosmo dedicou sua obra a sua irmã mais velha.
As filhas e filhos da essência do Caos, opuseram-se às pretenções de seu irmão mais moço, cobrando-lhe respeito aos que lhe eram iguais. Cosmo, certo de sua pretenções, não deu ouvidos aos do Caos, e como soberano nomeou os seus sua própria corte. O Tempo, o Ciclo e as Idades, puseram-se em oposiçao à Eternidade. O Finito e o Espaço, ao Infinito. A Lei tornou-se responsável pela Criação do Cosmo, para que Coesão, Harmonia e Equilíbrio pudessem exercer sua função. Foi assim que o Cosmo tomou conta da Criação, opondo os seus aos do Caos, numa batalha sem luta, da qual a Ordem saiu vitoriosa.
A Casa do Caos perdeu suas força e sem querer lutar deixou-se vagar como sombra pela Criação.
De sombras entendia a Noite, que permitiu ao seu irmão opor-se a Ela, fazendo entre os seus negativas Dela. Assim sutgiu a Luz e o Dia. Mas a Noite é traiçoeira, pois da sua natureza pouco deixa saber. Para manter o legado de seu pai-mãe, cuja condição deu origem à própria Escuridão, a Noite pôs-se a gerar. Deu de presente às Idades, a Decadência, que às vezes também brincava com o Ciclo. Ao Espaço, entregou o Vazio. Num só golpe deixou perdidas a Harmonia, a Coesão e o Equilíbrio, quando lhes apresentou a Discórdia. A Lei deixou perplexa com o Acaso, ao qual apelidou de Excessão. E como a concluir uma obra magnífica, ela gerou a Magia, para subverter os princípios do Cosmo.
Foi assim que nasceu a Morte e tantos outros que se dizem filhos e filhas da Noite. A esta corte deu-se o nome de Casa da Noite.
Irado, Cosmo não pode fazer nada, pois tanto quanto foi zombeteira, foi certeira sua irmã. A cada um dos seu gerados, a Noite contribui com seu toque sombrio, para que o Cosmo não pudesse reagir sem que o Universo perdesse a essência de seu Criador, negando-lhe sua condição.
Da Casa do Caos nasceu a Ordem, chamada Cosmo, e este reinou sobre toda a Criação junto de sua própria Casa. Os que partilham da essência do Caos seguem errantes, por este Universo criado. A manter uma herança quase perdida, esta a Noite e suas crias.
Estas são as palavras ditas sobre a Criação do Universo."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
sábado, 27 de outubro de 2007
Mitos sobre a Criação: a Origem
"No início havia o Nada. Há quem pense que o Nada é o mesmo que o Vazio, que é a ausência de algo que preencha o Espaço, assim como o frio é ausência de calor ou o silêncio é a ausência do som ou a sombra é a ausência da luz... Há quem diga que Ele era um Senhor, outros que era uma Senhora, portanto devendo ser chamada Inexistência... Os que gostam de apaziguar os ânimos, dizem que no começo haviam ambos, como forças gêmeas, Nada e Inexistência. Talvez mais certos estejam os que dizem que no começo não havia nenhum dos dois, pois se eles existissem da forma que pensamos que existiram, estariamos errados, pois negariam sua própria natureza. Como pode a Inexistência existir, se ela é essa negativa? O Nada, sendo como acreditamos que fosse, seria algo e deixaria de ser Ele mesmo.
No princípio havia o Nada, e ao seu lado reinava a Inexistência.
Mais certos estão os que dizem que no princípio havia o Caos, e quando fala-se Dele, todos são unanimes: Ele foi o Primeiro.
O Caos engedrou de si tudo o que há. Nasceu assim a Existência, o Infinito, a Eternidade, e da sua própria condição, o Caos gerou a Noite, também chamada Escuridão. Esses são os nomes que ouso dizer. O Caos reinou sobre si, tendo suas filhas e filhos como corte. Em sua essência, o Caos era o criar, e não satisfeito, continuou a gerar e de si nasceu o Cosmo, também chamado Ordem. Como num gesto impensado, um auto sacrifício inusitado, o Caos fez de sua última cria sua negativa. Num ato desvairado, O Caos retornou ao seio da Inexistência, onde somente o Nada se deita."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
No princípio havia o Nada, e ao seu lado reinava a Inexistência.
Mais certos estão os que dizem que no princípio havia o Caos, e quando fala-se Dele, todos são unanimes: Ele foi o Primeiro.
O Caos engedrou de si tudo o que há. Nasceu assim a Existência, o Infinito, a Eternidade, e da sua própria condição, o Caos gerou a Noite, também chamada Escuridão. Esses são os nomes que ouso dizer. O Caos reinou sobre si, tendo suas filhas e filhos como corte. Em sua essência, o Caos era o criar, e não satisfeito, continuou a gerar e de si nasceu o Cosmo, também chamado Ordem. Como num gesto impensado, um auto sacrifício inusitado, o Caos fez de sua última cria sua negativa. Num ato desvairado, O Caos retornou ao seio da Inexistência, onde somente o Nada se deita."
Inscrições gravadas no chamado "Templo dos Mistérios não Secretos", em Arsória.
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